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	<title>posicionamento de marca &#8211; IComunicação Integrada | 40 anos de comunicação empresarial</title>
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		<title>Gillette versus Masculinidade Tóxica: como a empresa tem se posicionado socialmente no mercado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[iCom]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Aug 2020 23:55:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Recentemente, a gigante do ramo de lâminas para barbear lançou um comercial que estabelece seu papel social contra a masculinidade tóxica. Esse é mais um caso de empresas que direcionam seu marketing com base em debates sociais e ambientais. ]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">O mundo muda cada vez mais depressa. E as pessoas também têm acompanhado esse ritmo, começando a perceber pontos negativos em sua cultura, valores e princípios e buscando exterminar velhas práticas em nome de um mundo mais igualitário e respeitoso. Em <a href="https://icomunicacao.com.br/o-impacto-das-manifestacoes-populares-na-comunicacao-de-empresas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">outro artigo aqui do blog</a>, escrevemos sobre a importância de movimentos sociais em grandes ações de marketing e comunicação de empresas. A luta contra a masculinidade tóxica é um desses movimentos e a empresa de lâminas para barbear, Gillette, abraçou a causa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a campanha “Você está pronto”, criada pela Grey Brasil, a Gillette estabeleceu seu posicionamento contra a masculinidade tóxica firmando que, agora, incentiva os homens a estarem prontos para suas jornadas de vida, ao se sentirem livres para serem eles mesmos, independentemente das expectativas da sociedade. Como o maior público da marca é formado por homens, a propaganda visa destacar bons exemplos de masculinidade e ajudar a construir referências positivas em momentos que envolvem desde a paternidade até a igualdade de gênero.</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
https://www.youtube.com/watch?v=A5uEU7OtnmQ&#038;feature=youtu.be
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2019, a Gillette completou 30 anos e já vinha se colocando na luta contra a masculinidade tóxica. Por muito tempo o <em>slogan</em> da empresa foi “The best a man can get”, que significa “o melhor que um homem pode obter”, e que no Brasil virou “sua melhor imagem”. No comercial lançado em comemoração ao aniversário da companhia, o <em>slogan</em> foi substituído por “The best men can be”, que, na tradução literal, fica “O melhor que os homens podem ser”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há tempos que estudos de gênero e mídia criticam a publicidade pela reprodução de estereótipos desumanizantes. Nas novas propagandas da empresa, vemos não só a troca do <em>slogan</em>, mas a troca do homem “bonitão viril no espelho” para os caras da vida real, aqueles que utilizam os produtos da marca e nunca se viram representados nos comerciais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No site oficial da Gillette, a companhia declara saber que marcas influenciam a cultura e, por isso, promove versões mais saudáveis de masculinidade e se compromete a permear toda sua comunicação com esses ideais. Além disso, a marca financia ONGs que educam homens para serem referências mais positivas, com 1 milhão de dólares anuais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embasar as iniciativas de marketing em uma percepção crítica da masculinidade como chave de problemas sociais foi o caminho escolhido pela Gillette e sabemos da importância da ação. Contudo, também é importante saber se a estratégia é realizada por responsabilidade social ou apenas para acompanhar tendências para perseguir os novos públicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez a empresa não tenha escolhido um ou outro. Por que não os dois? Acreditamos que é possível, sim, realizar ações embasadas em movimentos sociais, buscando mudar o mundo e, ao mesmo tempo, conquistar novos nichos da sociedade e seus públicos com princípios diferentes – e, sim, ganhar muito dinheiro com essas iniciativas. Talvez a responsabilidade social e o empreendedorismo andem juntos, mas isso é algo que veremos daqui a alguns anos, com os resultados que a empresa apresentar.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>
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