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    Qual foi o papel da comunicação no período eleitoral?

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    Em uma campanha eleitoral, a comunicação é muito importante. A forma como as mensagens são transmitidas pode definir o resultado do pleito.

    Por que a comunicação é importante?

    Para se vencer uma eleição, é necessário que um grande número de indivíduos apoie um projeto ou ideia, por isso os candidatos e seus partidos devem encontrar formas de difundir suas propostas para o maior número possível de indivíduos, com a missão de convertê-los em eleitores.

    Em uma eleição, a comunicação tem duas aplicações básicas:

    Divulgação

    Para que as pessoas votem em um candidato, é necessário, antes, saber quem ele é, o que já fez e, principalmente, o que pretende fazer.

    Por isso, é muito comum que a primeira ação de comunicação de qualquer campanha seja um vídeo de apresentação ou até um panfleto contando a história do candidato.

    O objetivo é mostrar que sua história é parecida com a de muitas pessoas, criando proximidade com o eleitor. Só depois disso é que é recomendado divulgar suas propostas e ações de campanha.

    A autodivulgação demonstra que, de alguma maneira, ele está trabalhando em torno de um projeto, e isso é extremamente importante para que os eleitores passem a vê-lo com seriedade e, assim, considerem votar nele.

    Proximidade com o eleitor

    Outro ponto muito significativo para a comunicação é a criação de uma proximidade entre o candidato e o eleitor. Para quem está concorrendo, construir uma imagem de simpatia e, sobretudo, de carisma, é crucial.

    Deve-se, porém, compreender a diferença entre simpatia e carisma.

    Simpático: é aquele com quem temos afinidades, as quais permitem que, espontaneamente, nos sintamos atraídos por essa pessoa.

    Carismático: segundo Marshall McLuhan: “é aquele que se parece com várias de outras pessoas… que se parece com muitas pessoas aceitáveis e interessantes”. Ou seja, carismático é quem possui características com as quais outras pessoas possam se identificar.

    Trabalhar na criação de uma identificação entre os dois fatores de uma eleição – eleitor e candidato – deve ser o foco de qualquer campanha. A percepção de que o candidato é parecido com quem ouve, partilhando suas indignações e pensamentos e estando aberto a ouvir, é o que o torna passível de confiança.

    Essa proximidade é construída com um discurso que aborda temas que são caros a grande parte da população, com o uso de uma linguagem simples, transmitida em mídias de fácil acesso.

    Um candidato que tem ao seu lado uma equipe de comunicação que busque, de forma eficiente, divulgar suas propostas para que os eleitores se sintam endereçadas tem chances muito maiores de conseguir a vitória em uma eleição. Em tempos de mídias sociais, as pessoas podem basear suas decisões mais na comunicação do que no projeto apresentado.

    Impacto das redes na campanha

    Nas três últimas eleições – 2018, 2020 e 2022 – as redes sociais passaram a ter papel central nas estratégias de comunicação dos candidatos, as quais vão além do simples planejamento de inserções de mídia paga. Elas passam por falas que têm como objetivo gerar discussões e vão até a criação de memes para serem compartilhados.

    O TikTok foi o que registrou o maior crescimento de conteúdo relacionado à política. Quarenta e cinco de cada 100 brasileiros usam o app, o que o torna muito atrativo para a comunicação com massas, especialmente os mais jovens.

    Além disso, a rede tem como característica principal uma linguagem que permite gerar fortes conexões entre os criadores de conteúdo e seus seguidores. Isso permite aos políticos criar uma imagem carismática e simpática, o que é crucial, como já explicamos.

    As mudanças na legislação que impactaram a comunicação eleitoral

    A significativa relevância das redes sociais no debate público impactaram bastante a legislação eleitoral brasileira.

    Por um lado, possibilitaram a democratização dos meios de comunicação, oferecendo mais espaço para que candidatos se comunicassem e criassem uma maior conexão com as massas.

    Por outro, gerou várias discussões sobre o que pode ser veiculado ou não. Essas discussões geraram algumas proibições, como:

    –          campanhas que ridicularizam e degradam a imagem de outros candidatos;

    –          divulgação de fatos mentirosos ou extremamente descontextualizados;

    –          disparo de conteúdo sem a permissão do receptor;

    –          impulsionamento pago de elogios ou críticas feitas por eleitores em redes sociais.

    Vale ressaltar que disparos de mensagens podem ser feitos para apoiadores que se inscreveram e permitiram recebê-los. Essas listas de transmissão precisam respeitar a LGPD.

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